
Estamos cansados de ser sensatos, queremos a zona de risco, de desconforto. Queremos o ar rarefeito e o raro efeito de simplesmente sentir. Queremos a comida azeda, o pão amassado, a pele queimada, os ombros e os olhos vermelhos, a coluna torta, o dente quebrado, a unha lascada, os lábios secos e as aftas no beijo. Queremos as danças mais insanas e as doenças mais cruéis. Queremos tudo só para evitar estar bem.
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