quarta-feira, 30 de março de 2011


Queremos as drogas da dor! Tem aí?
Não, aqui só vendemos as do amor, procure nas trevas da esquina, lá se encontram alguns vendedores.
Há passos de distância daqui? Não, me vê uma pílula do amor, sei no que isso se transforma no fim.

terça-feira, 29 de março de 2011


Baseado em uma vida vazia, um texto vazio, uma alma fria. Acalentada pelo vento que passa por entre as arvores soprando cada vez mais lento, cada vez menos. Menosprezada pelo céu e por algum Deus. Seu teto: vidraça apedrejada por um quase amor doentio. Quase amor efervescente, quase febre constante, inacabável, inconseqüente. Vaga por onde não há ruas, só vãos. Ainda mais vaga seu ser na janela com um muro na frente. Oposto a tudo que um dia imaginou sonhar, nasce um arco-íris entre nuvens. Que logo se fecham e escurecem novamente o dia. Há dias que não alcançou o primeiro degrau, céu, segundo passo, sempre seguido de tropeço. Não há preço que supra essa quase vida, nem esmola que recuperasse o sorriso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tarsila. A Tarsila do pé grande? Onde foram parar suas amarras? À que você se entrelaça e onde acha a ponta do laço para se abrir tão livremente ao mundo? Você parece que fora dele tem mais sentido, meu bem, me leve contigo? Me desamarre, retire meus nós e meus freios que meu combustível ao teu lado é eterno.