quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011



No porão, a poeira se transforma em magia


A alegria limpa o escuro das sombras


E sorrisos fazem de escadas montanhas


De tapetes voadores e de olhos diamantes



No porão tudo voa


Cadeiras, bolas e mentes


Sementes do amanhã até que o dia as floresça


Gente grande de hoje até que o frio os adormeça



No porão eu vi a vida passar


Construí o futuro que não precisava enfrentar


Brinquei, voei, cresci, aprendi


E na hora do jantar, tudo se apagou


A criança cresceu e o sonho por lá ficou.


Nasceu já quase morrendo, correndo risco e riscando um fósforo para acender a vela do Santo (?) .A vida passou e hoje risca seu último fósforo e acende seu último cigarro e então suas últimas palavras são: (apenas silêncio).


Essas decepções não me afetam mais. Deveriam mas nem mais me intrigam. Aprendo a ter consciência do que supostamente deveria fazer e não faço. Preferi a escolha de não seguir o determinismo, me determinarei. As feridas pode até agonizar mas não arrependo, as cicatrizes mostram a resistência. Prefiro não ser feito de nada, não seguir nenhum caminho. Se há uma bifurcação eu abro uma nova estrada entre tantas pedras e buracos. Nada me impede nessa caminhada.



Roxo púrpura brilha em vários lugares. Nas faces, nos braços, nas orelhas, nos trajes, nos tímpanos. Teu rosto revela um roxo de saudade, de amor, de rancor ou de um soco? Você cai e não vê a profundidade, só tem noção durante a subida. Deus não é tão fiel. Ele causa e consome. Nós sofremos e alegramos de seus afazeres. Porque elE se esconde? Será também que esconde um roxo em seu coração de luz?



Eu queria sentir como você sente


Amar só como você faz


Trazer à vida, vida


Criar e cuidar da paixão parida.



Me sinto molhado e ainda sedento, crédulo e ateu. Vejo-me segurando o cálice e carregando a cruz, chicoteando um deus e rezando de joelhos no chão. Me sinto e me vejo, mas não sou.



Ontem quase faltou luz aqui à noite. Bem, quase só porque eu quis. Queria ver a cidade se apagar pra eu me ascender até as estrelas, acender um cigarro e de lá ver a Terra escura. Apenas brilhos de velas e faróis se fariam as estrelas de quem abita o céu. Mas não aconteceu. Nem o uísque rendeu até o fim daquela escravidão solitária.





Today I left my superpowers at home. I faced the world with clean hands e my mind opened. The bloody smiles didn’t scare me. The sad eyes didn’t stop me on half way. I walked across the universe, under the bridge and over my brief breath. Oh sunny moon, please, take me away from the cold night, bring me the warm arms. Hold my hand.



Ao anoitecer, a noite de luar ilumina os proveitos de sua beleza. Clareia o casal na areia cheio de regalias sexuais e satisfações casuais. Banha de brilho mais um sentimento à carne. Banha de brilho mais um fruto da carne. Nasce pequena e quase invisível. Cresce e acalenta até o mais desprezível. A Lua não distingue nada, só reflete tudo que por ela passa. Todos os encantos e desperdícios. Ora te deixa mais feliz ora te deixa mais triste. Ora te ilumina ora te esquece. Nunca nos aquece, mas nos dá a certeza de que amanhã o astro maior chegará para cobrir o céu.