sábado, 13 de novembro de 2010

Our Vancity



Vadiamos tanto por ruas das quais nem sei nome. Fomos felizes num sonho datado, de início e fim. Éramos tão pequenos para uma cidade tão grande. Éramos tão pequenos para alegria tão grande. Estávamos saturados de coisas boas, rodeados por um ar puro, fresco e gélido, quase vivo, de um toque suave e delicioso. As línguas estranhas e exteriores, fora da boca faziam tão mais sentido. As luzes da cidade apagadas ainda me presenteavam com a lua cheia. As arvores do parque à frente balançavam como quem dizia welcome e goodbye sem sentido ou direção e ao mesmo tempo, pois a todo instante estava chegando e indo, meu tempo ia embora e eu chegava a mais um lugar novo. A calma acalentava o espírito. O uivo dos coiotes causava arrepios. Os agasalhos às vezes não eram suficientes. O céu nublado parecia carregado, mas ainda puro. E quando o sol se abria por entre as nuvens, ah, que delícia. A chuva constante irritava? A alguns sim, a mim trazia uma vontade de correr e abrir a boca e soprar pra ver a fumacinha saindo da boca. Os amigos essenciais, também foram um sonho, ficaram por lá, apenas quem sonhou comigo, continua comigo. Apenas quem sonhou comigo talvez sinta-se ao ler.

Nenhum comentário:

Postar um comentário