
Soldados. Armados. Saudando o sol a nascer, o calor do suar, o cansar do ser. Preparam-se ao novo dia, à nova guerra, ao novo monte de mortos e torres de mortos. Cavalgam pelo ar à procura dos verbos que mais exalam o frescor da morte e podridão do pecado da carne atraente aos urubus. Ao descer dos céus, seus pés nem notam ao tocar o chão. Parece música desritimada o passar dos cavaleiros. Quando as flechas ofuscam o céu, tudo parece ser cubista, e o reflexo é fragmentado nas faces desarmadas, indefesas. A guerra. À guerra. Tudo se dispõe ao seu fervor. Parece que há fogo em tudo, e falta um pouco dentro do ser. Tudo é tão exterior, e tudo é tão irreal. Lutemos. Até o fim. O fim dos dias épicos que nos trarão de volta no futuro de nossa história.



