quinta-feira, 22 de julho de 2010

ontem-a-amanhã


Brincava de ser invisível, se esconder atrás do breu que não refletia. Ninguém me achava no pique - esconde, sempre que pude, corri ao máximo e fugi, e só com o caminho já livre eu voltava a rota da salvação. Por isso perdi tanto tempo, fui brincando, brincando, brincando, até que cai feio e vi que sendo invisível todos passam por cima de você! Decidi mudar e ser o visto extremo de tudo, visado e aparentemente amado, conheci outro mundo onde poucos te querem bem e muitos querem ser como você! Tudo bobagem, acabei esquecendo como correr, nem conseguia mais me esconder, aliás, não conseguia esconder o que não era e talvez em algum momento quisesse poder ser, pois o: ”quem sou!”, nesse momento estava trancafiado, atrofiado. Hoje, sou esse quem que escreve do passado, vive seu presente passando por tudo possível, e pensa no futuro como algo inconstante e mutável, onde poderei ser quem eu quiser, basta moldar-me em argamassa e esperar secar.


vitor 7

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