Encerrado por um beijo matinal, o amor vai embora. Da janela o ultimo adeus, até logo não pode existir. Então um quase suicídio para tentar aproximar as mãos que balançam junto ao peito, que arde em saudade instantânea. Um vai, um vazio fica. Outro chega, o vazio continua. O outro vai, dois vazios se completam.
"É a solidão que inspira os poetas, cria os artistas e anima o génio." Henri Lacordaire
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Margarida. Você surgiu hoje com tanto intuito e tão pouca ação. Você embeleza meu pequeno mundo de 36m². Quando acordo você parece me dar bom dia e sorrir com ar de mãe orgulhosa. Mas falta seu beijo. Falta mais amor. Deixe de esbanjar beleza e traga calor. O seu beijo de boa noite é na testa e não na boca. Eu quero mais ardência. Plante-se em malagueta, talvez resolva.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011

Baseado em uma vida vazia, um texto vazio, uma alma fria. Acalentada pelo vento que passa por entre as arvores soprando cada vez mais lento, cada vez menos. Menosprezada pelo céu e por algum Deus. Seu teto: vidraça apedrejada por um quase amor doentio. Quase amor efervescente, quase febre constante, inacabável, inconseqüente. Vaga por onde não há ruas, só vãos. Ainda mais vaga seu ser na janela com um muro na frente. Oposto a tudo que um dia imaginou sonhar, nasce um arco-íris entre nuvens. Que logo se fecham e escurecem novamente o dia. Há dias que não alcançou o primeiro degrau, céu, segundo passo, sempre seguido de tropeço. Não há preço que supra essa quase vida, nem esmola que recuperasse o sorriso.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tarsila. A Tarsila do pé grande? Onde foram parar suas amarras? À que você se entrelaça e onde acha a ponta do laço para se abrir tão livremente ao mundo? Você parece que fora dele tem mais sentido, meu bem, me leve contigo? Me desamarre, retire meus nós e meus freios que meu combustível ao teu lado é eterno.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

No porão, a poeira se transforma em magia
A alegria limpa o escuro das sombras
E sorrisos fazem de escadas montanhas
De tapetes voadores e de olhos diamantes
No porão tudo voa
Cadeiras, bolas e mentes
Sementes do amanhã até que o dia as floresça
Gente grande de hoje até que o frio os adormeça
No porão eu vi a vida passar
Construí o futuro que não precisava enfrentar
Brinquei, voei, cresci, aprendi
E na hora do jantar, tudo se apagou
A criança cresceu e o sonho por lá ficou.

