domingo, 5 de setembro de 2010

Suicídio


Provoco-me com suicídio. Causo temores e remorsos. Me trazem flores pela primeira vez, dizem que me amam pela última. Viajo a fundo num mundo obscuro pra quem é vivo mas que esclarece tudo pra quem já morreu.

Zun indo


Vou aproveitar o último zunido do mosquito

Que causa desafeto em minha cama

Que desinfeto de meu quarto

Mato o que me matava o sono



Mas agora estou sozinho

Nem mais sonho

Nem mais cresço

Nem mais sou

Nem mais faz

Nada mais continua

Nada sentido

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Vasto amor... vetado!

Felicidade ainda há.

Ah!

Delícias e desgostos


Delícias e desgostos. Em tudo há. Há de haver sentido no existir? Saberemos distinguir? Dualidades... Sempre a corromper ou a acariciar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Desejos


Desejo teus olhos nos meus

Para refletirmos os sonhos um do outro

Desejo tuas palavras na minha boca

Para entrelaçarmos letras que embolem nossa língua

Desejo teu cheiro no ar que respiro

Para que esteja em cada instante, em cada suspiro

E desejo teu sorriso em minhas mãos

E suas mãos em meus olhos

Para fechá-los

E guiar-me através de tua oração.

meu amor


Meu amor não está em outra pessoa, está no que desconheço, na curiosidade de viver tudo correndo n’outra direção, de ver tudo d’outro ângulo, está no não saber no que está por vir, no que surpreende e onde a luz faz-se multicolorida, onde as pessoas demonstram suas múltiplas faces e eus, onde o meu eu se encontra refletido. Meu amor está no que eu desconheço, meu amor é desconhecido.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Palavras fúnebres


Meu funeral juvenil de palavras descartadas será feito a mercê de um coveiro de dragões, um que já se queimou e hoje sabe prender o choro quando se vê enterrando sentimentos ainda vivos e desperdiçados.