sábado, 13 de novembro de 2010

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A falta é o que os compõe por completo, a sede o que os sacia, a dor o que os causa prazer. Tremores sísmicos no estômago é só fome. Assim é uma alma de quem teme ser feliz.

Taciturno 1



Noite, noites. Madrugadas adentram. Dentre prazeres e lembranças. Mais uma noite. Mais uma noite a esquecer.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Regressão 10/11/10


Em muros e calçadas pintadas falta o guia de seu caminhar. Meus poemas ainda não estão ali, mas um dia os verá pendurados, aos pedaços, pintados, desenhados, rabiscados com restos de tijolos. E talvez você me encontre. Talvez você me conheça. Talvez você se desencontre e se desfaça para conhecer seu novo ser amor e comece a pintar sua própria felicidade. Talvez eu não esteja mais ali. Talvez a chance fosse única e perdida. Talvez sinta arrependimento. Talvez aprenderas que deve-se viver cada dia como se fosse o ultimo. Eu espero que entenda seu caminhar e acompanhe seus próprios passos sem medo de tropeçar. Tem mais de uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinham tantas pedras. Se não perder o passo nem a hora, você chega a tempo de pedir perdão, ou de dar um sorriso sincero, ou um ombro amigo. Talvez você chega a tempo de receber a ultima flor, o ultimo beijo, o ultimo carinho. Talvez não ha mais tempo de encontrar seu ultimo amor. Talvez ele já se foi. Talvez esteja ainda indo, escalando as pedras que você jogou lá de cima quando chegava ao topo de sua montanha. Sua estrada não acabou. Nem a minha. Sempre em frente, o jeito é esquecer o que deixei pra trás e não errar igual. Vou esperar até o dia que alguém leia-me nas ruas e então continue minha ilusão.



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domingo, 5 de setembro de 2010

Suicídio


Provoco-me com suicídio. Causo temores e remorsos. Me trazem flores pela primeira vez, dizem que me amam pela última. Viajo a fundo num mundo obscuro pra quem é vivo mas que esclarece tudo pra quem já morreu.

Zun indo


Vou aproveitar o último zunido do mosquito

Que causa desafeto em minha cama

Que desinfeto de meu quarto

Mato o que me matava o sono



Mas agora estou sozinho

Nem mais sonho

Nem mais cresço

Nem mais sou

Nem mais faz

Nada mais continua

Nada sentido

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Vasto amor... vetado!

Felicidade ainda há.

Ah!

Delícias e desgostos


Delícias e desgostos. Em tudo há. Há de haver sentido no existir? Saberemos distinguir? Dualidades... Sempre a corromper ou a acariciar.